A SKY tinha os dados e ninguém os havia traduzido em decisão. Li os sinais e escrevi a taxonomia: três audiências, três homepages.
A SKY já operava um DMP coletando sinais primários. A infraestrutura existia, faltava interpretação.
O DMP permitia personalizar o site: cada perfil vendo navegação e hierarquia próprias. O desafio era definir o que cada variação continha.
Dado comportamental só orienta experiência quando alguém escreve a regra. Minha contribuição foi a taxonomia: que segmentos importam e qual resposta de UX cada um exige.
Dados comportamentais → Segmentação de audiência → Estratégia de experiência → Fluxos personalizados. Cada camada dependia da clareza da anterior.
Comecei alinhando estratégia, design e ciência de dados na jornada do assinante. A pergunta não era o que clicavam, era por quê.
Percorri abandono no funil, intenção no tráfego orgânico e fluxo entre conteúdos. Quem chegava por esporte não era o mesmo cliente de quem chegava por preço, mas o site tratava como se fosse.
Mapeei os pontos de abandono e diagnostiquei a causa: conteúdo, UX ou audiência errada.
Análise dos termos de busca que geravam tráfego orgânico. Identificação de sinais de intenção que revelaram motivações radicalmente distintas chegando à mesma página inicial.
Rastreei caminhos entre áreas de conteúdo, isolando o que distinguia conversor de visitante.
Cruzamento de dados comportamentais com padrões de engajamento de conteúdo, esportes acompanhados e entretenimento consumido, para construir o raciocínio por trás das assinaturas comportamentais.
Os dados se consolidaram em três clusters comportamentais, cada um com estilo de decisão e exigência de UX próprios. Não eram personas de marketing, eram modelos de interação, cada um mapeado para uma homepage e um caminho de conversão.
Alta intenção, sensível a preço. Chega por promoção ou comparação. Precisa de clareza imediata sobre oferta. Decide rápido.
Deliberado e analítico. Compara planos, lê FAQ, calcula custo por canal. Precisa de arquitetura de informação completa.
Aspiracional, entretenimento primeiro. Chega por filme, não por busca de produto. Precisa de experiência liderada por conteúdo.
Escrevi uma estratégia criativa por cluster: tom, hierarquia de conteúdo, estrutura visual e fluxo que o DMP entregaria a cada perfil. Não eram wireframes, eram frameworks de decisão que tecnologia convertia em regra e design executava como interface.
A taxonomia e as regras de experiência viraram infraestrutura compartilhada entre dados, marketing e tecnologia.
Este projeto era transformar complexidade em clareza, e clareza em decisão.
O instinto em projeto de dados é deferir ao analista. O difícil é construir as perguntas que tornam o dado significativo.